1992 - 2009
Depoimentos
Depoimentos por ocasião dos 15 anos da casa (2007)

ALDIR BLANC
Permaneço engasgado com toda aquela emoção. Já fui muito bem tratado, em lugares aqui no Rio, como o Salgueiro, o Cacique, o Candongueiro e, claro, os butecos da minha área. Aí em São Paulo também, mas não lembro de nada parecido com o que vivenciei no Villaggio. Me fez tão bem que entrei no avião de volta com um saquinho de pão de queijo na mão, tomando água -absolutamente impensável. Obrigado por tudo. PS: Tenho 60 anos de bares e butecos. Sempre existe um encrenqueiro (que, na verdade, são 10, 12...). O Villaggio é o único lugar que só tem gente boa."

ZECA BALEIRO
O Villaggio é um lugar incrível e aconchegante, um verdadeiro reduto da música brasileira. Muita gente já passou por lá, eu inclusive, nos primeiros anos de São Paulo. Nisso também a casa é única: abre espaço pra novos e consagrados, anônimos e célebres, sem maior distinção. É daqueles lugares que ficarão no imaginário do público, como um Zicartola da vida, um lugar quase mítico.

SERGIO NATUREZA
O "Villaggio" significa para mim - carioca que adora ir a Sampa - uma referência, o destino certo para me sentir em casa, fora da minha...e a certeza de que algo de bom vai estar acontecendo, num ambiente gostoso e fraternal. Eu vou pouco a SP, mas indo, não me privo do prazer de estar, com os meus pares, curtindo uma noite no "Villaggio". Parabéns e longa vida para o democrático espaço do Zé Luiz e da Rozana, incansáveis batalhadores que merecem, como poucos, ser chamados de verdadeiros produtores culturais! A música brasileira agradece!

MOACYR LUZ
Me considero um sonhador e, como disse o nosso Tom Jobim, extremamente normal em minha vida cotidiana. Dessa mistura, nunca desejei fazer shows no Metropolitan House ou no Ópera de Paris. Meus imaginários duetos sempre são criados em pequenos clubes: violão e trumpete com Chat Baker num esfumaçado ambiente de poucos lugares de uma vazia rua da Europa ou improvisos de Baden Powell no extinto Acapulco, Rio de Janeiro. O tempo passou é só hoje pude perceber que vivi esse sonho tocando no Villaggio. Setenta cadeiras e uma placa de lotação esgotada. A cortina fechada, quase a mesma de Luiz Carlos da Vila, era a senha pra todos se apertarem porque o som vai começar. Tenho certeza, tudo que acontece hoje em São Paulo, teve seus primeiros acordes neste lugar que só poderia ter o mesmo CEP do Bexiga. De coração, algumas músicas minhas um pouco conhecidas hoje foram apresentadas lá como batismo. E deu sorte...rs

FRED MARTINS
O Villaggio foi a primeira casa a abrir as portas ao meu trabalho em São Paulo. Acho que foi em 2001 minha primeira apresentação na casa. E, pelo que observo, isso tem se repetido com outros artistas. Muito importante pra nossa cultura musical haverem espaços com essa proposta de acolher o que está chegando e ao mesmo tempo manter acesa a chama da música criativa. Parabéns pro Villaggio.

ANDRÉ ABUJAMRA
O Villaggio, pra mim, é um lugar em que me sinto à vontade pra poder cantar minhas canções novas e antigas; um lugar aconchegante, onde me sinto - literalmente - na sala da minha casa. Sempre fui muito bem recebido e pretendo tocar lá ate ficar velhinho.

MAURICIO PEREIRA
Imagine como é uma cidade enorme como São Paulo, sua vida noturna fortíssima, muitos modismos e mega casas e mega tendências. Tudo aqui é enorme, é grande, é muito, é massivo. Pois uma cidade gigante que nem a essa não consegue viver sem uma pequena grande casa da cabeça feita feito o Villaggio.É por isso que ele já tem 15 anos (mais que muita mega casa, talvez mais que a maioria delas...), e vai durar mais 15 vezes 10. Tem história e histórias, abriga novas e velhas guardas, criatividades diversas, diversidades criativas, e, como dizia o guerrilheiro sonhador, endurece sem perder a ternura, quer dizer, é um lugar onde vc vai ouvir a música brasileira cheia de invenção e alegria, mas que vc também sabe que aquilo ali é uma guerrilha ferrenha, resistência prazerosa das nossas manhas e artes, coisa e tal.... Saúde, Villaggio...

J.C. COSTA NETTO
Cadê a MPB ? Está no Villaggio Café !

JUCA NOVAES
O Villaggio conseguiu algo que nenhum dinheiro compra, e que só pontos históricos como o Vou Vivendo ou Jogral conquistaram : ser um genuíno ponto de encontro da boa música popular brasileira, ponto esse reconhecido principalmente pelos artistas que o freqüentam, seja em cima do palco, seja na platéia. Esse raro privilégio não veio de graça: foram anos de conquista de credibilidade, seja pela programação irretocável, seja pela competência e simpatia dos seus donos, o Zé Luiz e a Rosana. Longa vida ao Villaggio!!

CEUMAR
Eu cantei no Villaggio Café algumas vezes e era gostoso, pertinho dos amigos, experimentando ainda os primeiros vôos na cidade, chegando de Minas...isso há mais de 10 anos... foi como um abraço, PARABÉNS e VIDA LONGA !!!!!

MOISÉS SANTANA
Dois Quixotes, Zé e Rozana, na luta contra os moinhos destroçados da cena musical paulistana. É preciso lutar sempre, e o fazem, oferecendo o mais próximo possível da mais alta qualidade da música brasileira, resistindo com essa lança, o Villaggio Café. Querem o melhor da música para operar transformações. A arte não transforma? É o que tenho acompanhado, antes como imprensa, agora como artista e amigo. Parabéns Villaggio nos seus 15 anos de fortaleza!

JEAN GARFUNKEL
Villaggio: Heróico foco de resistência, estética e histórica. Como poderia dizer Geraldo Filme "Quem nunca viu a boa MPB, vai no Villaggio pra ver, vai no Villaggio pra ver".
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